Paralisação das agencias do Bradesco e Banrisul de Camaquã

"Enquanto os bancos e o governo ameaçam os bancários, a greve segue crescendo, mostrando a enorme indignação diante da falta de negociações e de uma proposta decente para a categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Em vez de usar práticas antissindicais, como os interditos proibitórios, e intimidar os bancários com a divulgação de informações falsas e com a utilização de helicópteros para transportar funcionários, os bancos deveriam se preocupar em retomar o diálogo e apresentar uma proposta que atenda às reivindicações econômicas e sociais da categoria", sustenta.

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, se reúne nesta terça-feira (11), às 10 horas, em São Paulo, para avaliar a greve e ampliar ainda mais o movimento. "Nossas reivindicações são justas e os bancos têm todas as condições de atendê-las, como mostra o lucro estrondoso de R$ 27,4 bilhões acumulado no primeiro semestre. Vamos intensificar a mobilização para pressionar os bancos e arrancar novas conquistas", ressalta Cordeiro.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.
Fonte: Contraf-CUT/bancarioscamaqua
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